quarta-feira, 21 de julho de 2010

Carta 2

Sinto tanto a tua falta.
Sinto falta do teu sorriso, do teu rosto, do teu beijo, de tudo.
Sempre te quis pra sempre perto de mim, sempre nos imaginei velhinhos, porém juntos e felizes, sempre imaginei nossos filhos, netos, cachorros, gatos, periquitos e papagaios. E imaginei também, que quando tu te fosse, eu iria junto.
Depois de ti, nunca me imaginei sem ti, essa hipótese nunca passou pela minha cabeça.
Continuo sem me imaginar sem ti, continuo te querendo como sempre te quis, a cada dia mais.
A cada dia que passa a saudade aumenta, mas continuo a te esperar, continuo a te querer.
Eu sei que tu não queria ir, eu também não queria tu fosse, mas a vida achou melhor assim, e te levou não sei pra onde.
Me deixou sozinha, eu e a minha saudade.
Mas jamais vou esquecer de ti, vou estar sempre a tua espera.
As horas não passam depois que partisse, parece que não saí daquela terça-feira cinzenta.
Depois desse dia, todos os meus dias se tornaram sem graça, sem cor.
Minhas lágrimas não se contem, não cessam por nenhum minuto, sempre que lembro de ti, elas aparecem. Hoje são minhas companheiras diárias. A unica certeza de cada dia é que em alguma hora elas apareceram, para fazer-me companhia.
Não entendo porque a vida fez isso comigo, e contigo também, porque nos separou, te levando sem deixar rastros. Certamente algum motivo tem, não sei qual, não sei o que fiz pra te perder.
Mas mesmo assim, continuarei a te esperar, continuarei a te amar, e sentirei uma eterna saudade.

Um comentário:

victoria disse...

Lindo! Capaz de fazer o leitor sentir a angústia do eu-lírico... adorei! beijo